A poesia nasce entre fumaças,
e revela-se nas sombras,
quando os dedos,
batucam talheres e taças,
sobre as mesas.
Apressados e confusos,
passos perdem o ritmo.
Homens e mulheres chegam,
sufocam as horas na cachaça
e no cheiro dos cigarros.
A noite passa ligeira,
se entrega às palavras,
cortadas e bêbedas.
Na penumbra,atrás da porta,
o poeta respira em silêncio.
Ao luar,mais um poema,
escrito na lucidez.
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