Fechadas,
janelas e portas guardam-me.
Fios de medo, tecem as horas, os dias.
Meu aconchego é uma camisola de lã.
Choram meus olhos.
O amor,
que estava austente,
chega.
Amanhece em mim.
Saudade vem, vai e voa.
Anoiteço...
Tenho asas...
Os sonhos revelam-se às pedras.
Em pedaços,ouço uma canção.
As mãos quebradas,
colam-se à pele fria.
Solitária,volto ao ninho.
LINDO!
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