quinta-feira, 29 de abril de 2010

Quase uma canção alucinada

Fechadas,
janelas e portas guardam-me.
Fios de medo, tecem as horas, os dias.
Meu aconchego é uma camisola de lã.

Choram meus olhos.
O amor,
que estava austente,
chega.
Amanhece em mim.

Saudade vem, vai e voa.

Anoiteço...
Tenho asas...
Os sonhos revelam-se às pedras.

Em pedaços,ouço uma canção.
As mãos quebradas,
colam-se à pele fria.
Solitária,volto ao ninho.

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