segunda-feira, 12 de abril de 2010

O Homem e a Rua.

Ouvia Bach
À luz de velas.

Os cristais da casa,
expressavam a estética
do ser:
ter e não se apegar
aos objetos guardados
em cofres de chumbo
e aço.

A rua comentava:
tem ares de santo,
é um aristocrata.

Não sabiam eles,
que esse homem
ouvia os astros

e nos quintais,
cuidava de lagos
e flores.

Os olhos castos
guardavam-se.

Nas brancura dos muros,
havia máximas escritas
em prata:

Doar-se à música
e aos livros
e esperar as benesses,
doações dos céus.

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