quarta-feira, 26 de maio de 2010

O que dói

Dói não apagar ausências,
nos poemas escritos com lágrimas.

Dói dia após dia,
doar às nuvens,
lembranças do amor
feito de sonho e vento.

Dói ouvir teu nome
entre as folhas
dos livros que leio.

Dói compor lamúrias
e sair pelas esquinas
a clamar a tua presença
na sala dos desejos.

Dói derramar novas tintas
nos vestidos que visto,
para colorir teus regressos.

Dói saber que gargalhas
quando vem os temporais.
Sabes dos meus tremores
e do volume dos meus ais.

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