Dói não apagar ausências,
nos poemas escritos com lágrimas.
Dói dia após dia,
doar às nuvens,
lembranças do amor
feito de sonho e vento.
Dói ouvir teu nome
entre as folhas
dos livros que leio.
Dói compor lamúrias
e sair pelas esquinas
a clamar a tua presença
na sala dos desejos.
Dói derramar novas tintas
nos vestidos que visto,
para colorir teus regressos.
Dói saber que gargalhas
quando vem os temporais.
Sabes dos meus tremores
e do volume dos meus ais.
Nenhum comentário:
Postar um comentário