De ti, sobraram as roupas
esquecidas no varal.
Saltam dos olhos,
alegres lembranças.
Partidas, as palavras
morrem nas horas
de angústia e medo.
Debaixo de chuva
vejo teus sapatos.
Ventos varrem as folhas
onde sonhas meus versos.
O tempo lava destinos
nas sombras e curvas
marcadas nas mãos.
Demônios cavalgam,
percorrem segredos.
Perdem os sentidos
no verde das paisagens.
Espero colher as flores
atrás dos muros da casa
onde cantamos o amor.
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