O sol das palavras
ilumina poemas
no céu de minha boca.
O sal e as lágrimas
cortam ao meio
todas as células.
Bêbadas miragens passam
além do olhar das almas
e bem perto do nariz.
Eu penso e escrevo.
Ondas aceleradas
levam ao cérebro
visões alucinadas.
Solitários clamam,
choram e adormecem
nos braços de amores,
seres de luz.
Ouço o vento a levar as folhas,
ouço as pedras nas horas
de delírio e lucidez.
Eu sou a luz a vagar desertos
na escuridão de mim mesmo.
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