sexta-feira, 9 de julho de 2010

Tarde Cheia

A luz do sol doura o milho.
Doura e se avoluma no canavial.


O pai, a mãe e o filho
guardam o Espírito Santo.

Gira o vento
a poeira no chão.
Dura é a manhã.

Um homem assa,
lambe um osso.
A boca mole
suga o ar
do sertão.

Belo
voa um pássaro.

Preces cortam o ar,
nuvens passam
na tarde cheia.

Homens sonham.
Ouvem o som da chuva
nas telhas da casa vazia.

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