Canto o amor entre
escombros e estrelas.
Os olhos molhados
recordam momentos
sagrados e íntimos.
Entre ausências,
recorto segredos
e fotografias
coladas no chão.
Versos medrosos
despertam as horas
na falta de ti.
Sobre as águas,
passam as folhas.
Ouço o silêncio
e teu nome antes
e depois do inverno.
O que falo só as pedras ouvem.
Captam mensagens e guardam.
Na verdade, ouvem meus gritos.
Se falo,
não se perdem de mim
as imagens gravadas
nas horas de solidão.
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