Ainda sou um menino.
Ás águas dos rios,
trazem às lembranças,
barcos de papel.
No colo de mamãe,
choro a falta de brinquedos
e ausência dos primeiros amores:
A menina calada no fundo da sala
e o menino malvado
que afogou os passarinhos.
A poeira das estradas
esconde carros de lata.
ainda faltam moedas
para ver os filmes de farwest.
Trêmulo,
escondo-me debaixo das árvores,
tibungo nos açudes.
Sou um menino
quando apagam a fogueira de São João
e a fumaça leva poemas às nuvens.
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