quinta-feira, 11 de março de 2010

Uma carta para Heloisa Galvez

Heloisa.
Quando encontrares Drummond,
Torquato, Orides e Quintana,
Peça o guia dos poetas
que foram coxos na vida.

Teus olhos veem longe.
Podem ver a cor das almas
que amam demais.

Naves de luz
transportam e guardam
o endereços e saudades.

Adormecidos,
fabricamos versos.

Somos peixes e homens.

Pescamos os deuses,
cores e traços,
nas telas de linho.


Iluminam-se as nuvens,
os poetas dormem.
Tecem outonos,
cantam manhãs.

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