quinta-feira, 11 de março de 2010

Fragmentos

Navego sonhos.
Vivo a languidez
dos olhos frios
e secos.


Brincam meus dedos.
Amo-te, afogo-me.

Choro.
Rios caldalosos
lavam as dores.

Tens amor, eu sei.
Por que te escondes
Quando luares
Descalçam os pés?

Beijar teus lábios,
quero.

Vivo delírios.
Mornas palavras
completam-se,
cheias de medo
e dúvidas.

Linhas nascem.
Ligam desejos
aos horizontes
onde dormem os poetas
e seus amores.


Leves, passam.
Tatuam imagens
na fina pele lisa.

Brincam meus dedos.
Desenham lagos,
aves e montanhas.

Voltamos ao mar.

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