domingo, 14 de março de 2010

O meu amar

O meu amar equilibra-se
entre o sim e o não.

Desnudo
aparece nas imagens
editadas no ano 2100
e endoidece
Jung e Lacan.

De bom humor,
estala os dedos,
pisca os olhos,
escreve recados,
num dia sem sal.

Desliza nas ondas,
nas linhas e nas ruas,
onde pintam de azuis
as janelas do trem.

Segue caminhos.
Leva nas mãos um leque de plumas
e se refresca no corpo de Zeus.

O meu amar revela-se nas trilhas
do verde,
desmolha-se nas paisagens.

Insano,
assanha os cabelos de Fedra,
foge da fúria e do fogo,
se entrega aos olhares
de Medusa e Prometeu.

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