quarta-feira, 3 de março de 2010

O Sono de Deus

Pálidas são as cores
do quarto onde amanheço.

As velhas roupas,
esperam-me amanhã,
para o embarque.

Cedo, chego à estação.
As pessoas olham-me,
iluminadas pelos faróis
das locomotivas.

Sigo as trilhas do tempo.

Medos corroem as unhas,
quebram os dedos.

Loucas são tuas palavras
-dizem algumas almas.

Atrás das portas,
espelhos se quebram.

Passeio pela casa, paro,escrevo
e interrogo a mim mesmo.

Onde encontrar as respostas
para esse vazio infindo?

-Não sei, não sei, não sei.

Sobre nuvens,
Deus continua dormindo.

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