segunda-feira, 1 de março de 2010

Um Grito

Nas águas onde lavo o rosto,
luas se mostram em cores.
Descansam meus olhos
molhados no azul.

Ouço mares e folhas.

Ouço versos estranhos
quando tropeço na relva
e nos galhos secos
impedindo passagens.

Confusas são as imagens
no espelho onde perdemos
a alma.

Fogem as palavras
embaralhadas no escuro
da boca
ao gritar no vazio.

Corpos se abraçam,
em silêncio, se amam.

Encontro-me nas fotografias
e no ar fresco das manhãs.

Eu amo e não derramo palavras.

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